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Covid-19: 7 respostas sobre o futuro da pandemia mesmo com a vacina

O uso das primeiras vacinas contra a covid-19 foi autorizado no domingo; efeito coletivo da vacina requer 70% da população imunizada.

A vacinação vai acabar com a pandemia?
A vacinação não significa o fim da pandemia. "Essa é uma expectativa, mas não se trata disso. A vacina é, sim, fantástica. Temos que comemorar porque vamos evitar casos graves e moderados e, assim, haverá a diminuição de mortes. Mas não vai acabar com a covid-19", explicou Isabella Ballalai, vice-presidente da SBIm (Sociedade Brasileira de Imunizações), em entrevista ao R7. "A vacina é uma grande esperança, mas, por mais eficaz que seja, não vai interferir no curso da pandemia no curto prazo. Isso só deve acontecer a partir do segundo semestre de 2021", afirmou Dimas Covas, diretor do Instituto Butantan, em um debate promovido pelo Lide (Grupo de Líderes Empresariais) Ceará.

A vacina vai impedir mortes?
Sim. Diante de uma pandemia, como a que se vive hoje, a vacina adquire a função de diminuir a quantidade de casos graves de uma doença, conforme explicou o diretor do Butantan, no debate do Lide. "Em situações normais, o objetivo da vacina é impedir que o vírus retorne. Mas, na pandemia, temos que ter uma vacina que seja capaz de reduzir a gravidade e, consequentemente, a mortalidade da doença".

O efeito coletivo da vacina vai aparecer com quantas pessoas imunizadas?
A vacinação não tem consequências coletivas imediatas. Esses efeitos só poderão ser observados quando entre 70% e 80% da população estiver vacinada, taxa necessária para alcançar a imunidade coletiva, o que deve ocorrer em um prazo mínimo de 4 meses, de acordo com especialistas ouvidos pelo R7. O ápice do efeito individual de uma vacina é atingido 15 dias após o recebimento da segunda dose, segundo o infectologista Unai Tupinambás, professor da Faculdade de Medicina da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais). A vacinação, no início, é restrita a grupos prioritários e todas as pessoas precisam de duas doses. "Acredito que haverá imunidade coletiva entre 4 e 6 meses após o início da vacinação", afirmou o infectologista Rodrigo Molina, consultor da SBI (Sociedade Brasileira de Infectologia) e professor da Universidade Federal do Triângulo Mineiro.

A vacinação já pode começar após a aprovação das vacinas?
Sim, já começou. A primeira pessoa vacinada no país foi a enfermeira Mônica Calazans, 54, no domingo (17), em São Paulo, com perfil de alto risco para complicações da covid-19. Foi realizada logo após a autorização do uso emergencial da CoronaVac e da vacina de Oxford pela Anvisa no país. Ainda em São Paulo, começa hoje (18) a vacinação de profissionais que atuam na linha de frente do combate à covid-19 nos seis hospitais-escola com maior volume de pacientes com a doença em todo o estado. O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, anunciou como quarta-feira (20) a data oficial do início da vacinação nacional, mas afirmou nesta segunda-feira (18).

Mesmo com a vacina, por que ainda será preciso usar máscara?
As medidas de segurança, como uso de máscara, lavagem constante das mãos ou uso de álcool em gel e distanciamento social, devem ser mantidas, por enquanto, porque ainda não se sabe se as pessoas vacinadas, além de protegidas da doença, vão deixar de transmitir o vírus. "O que se sabe é que ela não vai adoecer. Será preciso acompanhar para ver quanto tempo a imunidade dura e se ela impede a infecção", explicou Dimas Covas no debate. Além disso, o número limitado de doses de vacinas disponíveis no mundo também impede o relaxamento da prevenção. "Em um primeiro momento, não vai ter vacina nem para 20% da população. Nós teremos grupos-alvos sendo vacinados, mas a vacinação em massa não vai acontecer da noite para o dia", disse a vice-presidente da SBIm.

A covid-19 vai ser eliminada com a vacina?
Ana Karolina Barreto Marinho, especialista em alergia e imunopatologia e coordenadora do Departamento Científico de Imunização da Asbai (Associação Brasileira de Alergia e Imunologia), ressaltou, em entrevista ao R7, que a vacina contra a covid-19 poderá levar à superação do cenário pandêmico, mas não à eliminação da doença, que deve se tornar sazonal, como a gripe, típica de uma época do ano. "Por isso a importância de termos uma vacina e também tratamentos e remédios eficazes para aqueles que venham a adoecer".


Fonte: R7.
Autor: Do R7.